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20 Jan 2021, Rafael Xavier, Research Analyst

Brasil: Setor de Seguros 2021/2025

“Este é o momento de aproveitarmos esta oportunidade para construir um mundo melhor" – assim disse Kristalina Georgieva, atual diretora do FMI, em junho de 2020, destacando que as perturbações sanitárias, econômicas e sociais causadas pelo surto de COVID-19 criam uma oportunidade para remodelar o mundo ao nosso redor e construir um futuro mais verde, mais inteligente e mais justo. A mensagem de Georgieva, acima de tudo, trouxe uma sensação de otimismo nos primeiros meses da maior crise econômica desde a Grande Depressão.

 

Dado o cenário de extrema complexidade hospitalar durante o ano de 2020, as mudanças vão sendo absorvidas e a necessidade de adaptação passa a ser realidade na vida cotidiana de todos agentes econômicos. No caso do setor de seguros brasileiro, a pandemia certamente provocou uma rápida digitalização das atividades, transferindo a maioria das interações presenciais para o espaço digital. Em especial, esta nova realidade também criou incentivos para que as seguradoras tradicionais migrassem seus serviços para as plataformas digitais, rapidamente criando novos produtos e buscando reavaliar as políticas de preços comumente praticadas – assim como cobertura dos produtos de seguros.

Neste cenário, o ritmo de crescimento do setor de seguros no Brasil deverá desacelerar em 2020, com o segmento de seguros de pessoas apresentando um resultado anual negativo em termos de arrecadação.

Entretanto, as perspectivas a médio prazo e os fundamentos do setor continuam promissores, com amplo espaço para um aumento da penetração em diferentes produtos – como planos de previdência privada, seguros de saúde complementar e seguros de propriedade. Neste sentido, a crise da saúde atual acabou abrindo ainda mais espaço para as chamadas start-ups de tecnologia de seguros – também conhecidas como Insurtechs. Hoje, o ecossistema brasileiro de insurtechs incorpora hoje um total de 113 empresas, com quase metade delas focadas em infra-estrutura e backend, 31% do total em operações de produtos e distribuição, e os outros 14% remanescentes em comparação preços e cotações de apólices.

Em geral, embora o mercado ainda esteja altamente concentrado na região Sudeste, que abriga 74% de todas as partidas de seguros, ainda há muito potencial de penetração de produtos nas demais regiões. Olhando para o futuro, o futuro da indústria de seguros no Brasil deverá passar por uma revolução de inovação, além de se beneficiar de maiores parcerias e interações entre as seguradoras tradicionais de outrora e os players tecnológicos emergentes.

 

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Fonte original: EMIS Insights - Brasil Setor de Seguros 2021-2025
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