Blog FALE CONOSCO
22 Apr 2021, Svetoslav Mladenov Editor Regional, América Latina

BRASIL: SETOR FARMACÊUTICO E DE SAÚDE 2021/2025

A pandemia da COVID-19 causou estragos em todos os países e indústrias, e o setor farmacêutico e de saúde no Brasil não foi uma exceção. Rupturas nas cadeias de abastecimento, aumento dos custos de produção e o comportamento volátil do consumo prejudicaram as operações das indústrias farmacêuticas. Enquanto isso, a pandemia adicionou um novo fardo ao já subfinanciado sistema público de saúde. No entanto, essa crise sem precedentes também acelerou a adoção de tecnologias disruptivas e criou novas oportunidades de negócios.

Além do dano devastador à economia e à perda de vidas, a pandemia da COVID-19 redefiniu crenças fundamentais, conceitos e processos para cada indivíduo e empresa. Em particular, aumentou a necessidade de se digitalizar atividades essenciais da economia e da sociedade, como a assistência médica. E o governo brasileiro não foi uma exceção a esta tendência. Em resposta ao contexto desafiador criado pela pandemia, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) regulamentou os serviços de telemedicina e permitiu que as farmácias aceitassem prescrições médicas digitais assinadas com uma assinatura eletrônica.

Além disso, após uma etapa piloto bem-sucedida no Estado do Alagoas, o governo lançou o programa Conecte SUS com o objetivo de implementar um sistema único de informação contendo os prontuários eletrônicos de todos os brasileiros. O sistema, que absorverá investimentos públicos de R$ 3,4 bilhões no período 2019-2023, permitirá acesso em tempo real por médicos ao histórico dos pacientes, incluindo exames médicos, medicamentos prescritos, inoculações e hospitalizações.

Os estragos causados pela pandemia da COVID-19 e a adoção de uma legislação favorável impulsionou a demanda por serviços médicos remotos no Brasil. Os empreendedores responderam rapidamente, com uma proliferação do número de empresas de tecnologia em saúde.

Estas são startups especializadas em tecnologia habilitada para produtos e serviços de assistência médica que vão desde serviços de saúde em casa (por exemplo, telemedicina, exame de sangue e genômica) a software de gerenciamento de hospitais, mercados online para planos de saúde e impressões 3D de tecidos e órgãos.

De acordo com a empresa brasileira de inovação aberta Distrito, o Brasil encerrou o ano de 2020 com 640 empresas de tecnologia em saúde, um aumento significativo em relação aos números de 2019 (386 startups) e 2018 (248 startups).

Além disso, o ecossistema de tecnologia em saúde local atraiu investimentos de US$ 105 milhões em 2020, um aumento de 68% comparando-se ao ano de 2019. E essas empresas estão preparadas para mais crescimento.

Conforme a pandemia da COVID-19 reviu a forma como os pacientes são diagnosticados, tratados e monitorados, as empresas de tecnologia em saúde provaram que a integração da assistência em saúde com a tecnologia pode melhorar a acessibilidade e a qualidade dos serviços de saúde, assim como diminuir seus custos.

Mais importante que isso, as empresas de tecnologia em saúde mostraram que usar tecnologia para avançar a medicina, radicalmente, pode salvar vidas e ajudar a sociedade a se preparar melhor para desafios de saúde do século 21.

Quer ter acesso a conteúdo sobre este e outros setores da economia brasileira e global? Entre em contato com a nossa equipe  e solicite uma demo.

Cliente EMIS acesse e leia o relatório completo aqui

 

 

Fonte original: EMIS Insights - Brasil Setor Farmacêutico e de Saúde 2021-2025
PORTUGUÊS

RELATED ARTICLES